#TrendDublin: Conheça a Bárbara, nossa nova colaboradora

Terra da literatura (Shaw, Yeats, Joyce, Carroll, Wilde) e de música de qualidade (Van Morrisson, Undertones, Bob Geldolf, Sinead O’Connor, Boomtown Rats, U2)  e de uma das melhores cervejas do planeta (Guinness) servida nos seus charmosos pubs, Dublin passa a partir de hoje a ganhar destaque aqui no Trendnotes. 

Esse lead (i. e. “introdução” ao assunto, para os não-familiarizados com o jargão jornalístico) é para apresentar nossa nova colaboradora, Bárbara Feitosa. Formada em Publicidade e Propaganda, com MBA em Marketing pela COPPEAD/UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), ela está em Dublin para estudar e aprofundar seus conhecimentos sobre Cool Hunting na prática. Ah, ela faz parte da equipe de curadoria na The Icon Factory (que ilustra nossa matéria) uma galeria de arte local. E vai contar tudo aos nossos leitores!

Com vocês, Babi!

Muito prazer!

Oi gente, é um prazer enorme me apresentar a vocês por aqui porque esse é o comecinho do que eu já queria há muito tempo. Meu nome é Bárbara Feitosa - sim, adoro a sonoridade dele, mas aviso logo que não sou muito fã de formalidades - pra vocês, Babi.

Outra coisa que eu preciso dizer é que a-do-ro um palco, mas nunca sei muito bem como fazer essa tal apresentação inicial. Falar da gente mesmo é estranho, né? Vamos lá: eu sou carioquíssima, vascaína, torcedora da Mocidade e com amor de sobra pra dividir com a Unidos da Tijuca. Gosto e felizmente estou sempre rodeada de amor: família, amigos e do gato, porque ninguém é de ferro, rs. Brincadeiras à parte, eu fico muito feliz em fazer parte de uma geração que está chegando aos 30 anos e descobriu que valores monetários são importantes (mas jamais prioritários) e este é o motivo que me fez buscar um novo rumo e, inclusive, estar aqui no Trendnotes. Thanks, Mari and Carol!

Sabe o tal think out of the box que tanto falam? Pois é, foi isso que me fez largar uma vida aparentemente estável e me jogar por esse mundo lindo que existe. Na boa, eu acho que tive sorte de entender qual era o sentido da (minha) vida aos 28 anos. Nada contra a quem é diretor de “um bilhão de assuntos empresariais” antes dos 30, mas essa nunca foi a minha. Eu sempre gostei muito de gente e, apesar de uma aparente marra, sempre fui o tipo de pessoa que agrega. Nunca fui fã de separações e, à medida que fui adquirindo entendimento pra isso, vi que não combinava muito com a filosofia das grandes empresas que eu passei. Eu gosto de mistura e gosto de entender porque ela acontece ou não, gosto ainda mais de saber no que ela resulta, mais cedo ou mais tarde. Sabe festa de aniversário? Imagine uma situação assim:

- Babi, eu sou amigo, do primo, do cunhado, da amiga da sua amiga. Posso entrar na sua festa?
- Claro, chega aí. Tudo nosso!

Essa sou eu, e digo mais: sou capaz de virar melhor amiga de infância dessa pessoa.

O tempo foi passando e eu descobri que o que eu gostava tinha nome: Antropologia. Logo depois eu descobri que ela era o começo para coisas ainda mais legais com nome e até sobrenome: Trendsetting, Cool Hunting ou Pesquisa de Tendências, como queiram. O fato é que eu ja sabia o que eu queria ser. Profissão escolhida, era hora de correr pro abraço. Um curso no começo desse ano me ajudou ainda mais.

Já tinha a ideia de morar fora do país por um período desde sempre, mas agora estava me achando velha, veja só. Uma pesquisa maior sobre lugares, cursos… a força da família, em especial do irmão mais novo e a dica de uma das minhas melhores amigas aumentaram ainda mais o meu turbilhão de emoções (que carinhosamente chamo de explosão de estrelas). Eis que agora aqui estou, em terras europeias, me especializando academicamente e principalmente em observação de diferentes culturas <3.

É difícil estar (fisicamente) longe das pessoas que amo, dos 40 graus do Rio, da praia de Ipanema…mas a vontade de virar o jogo pra melhor é tanta que, neste exato momento, me faz escrever este texto direto dos 7 graus de Dublin, em um apartamento dividido com mais três incríveis e amorosos desconhecidos. E quer saber? Tô amando isso! Essa cidade é cheia de belezas particulares e lugares inusitados, e o melhor, está ficando ainda mais incrível por causa da…mistura, de povos, costumes e raças. Eu fico muito feliz em poder presenciar esse início de transformação e dividir com vocês cada novidade de moda, comportamento, lifestyle and whatever daqui a partir de hoje. Podem contar comigo, não vai passar nada! Hahaha.

Minha explosão de estrelas já recomeçou, ser feliz é uma tendência!

Um beijo <3

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Divulgado no TrendNotes por: Carolina Landi

Jornalista carioca com alma de artista e bailarina nas (poucas) horas vagas. Gosta do pop ao erudito, em todos os sentidos e artes. Acredita em empatia e sincronicidade. Curiosa, quer viver várias vidas nessa existência.

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