Consultoria de estilo aposta em autoconhecimento e sustentabilidade

Sabe aquela sensação de abrir o armário e pensar “não tenho roupa!”, mesmo estando abarrotado de peças? E quando a gente muda de emprego e sente que nosso guarda-roupa não está adequado ao dress code do novo local de trabalho? O que fazer? O único caminho possível é se desfazer dessas roupas (muitas ainda nem usadas) e comprar outras, mais uma vez?

As irmãs Camilla e Carla Policarpo, da consultoria Moda Consciente, dizem que não. Roupas podem ser versatilizadas e recombinadas de acordo com a necessidade de cada pessoa. Essa é a proposta desse serviço de consultoria de estilo pessoal, que tem como base metodologias com foco no autoconhecimento, na autoestima e no consumo responsável.

“O trabalho busca transformar o ato de vestir num momento prazeroso e sustentável, trazendo à consciência as escolhas que valorizam a sua beleza e que traduzam o seu estilo e a imagem que deseja transmitir”, diz Camilla, que une a expertise como consultora de RH e os conselhos às amigas ao lado de Carla, que trabalha no mercado financeiro e já havia feito a formação em Consultoria de Imagem no Senai.

A ideia, segundo elas, é ampliar o foco da moda como sendo mais uma ferramenta para buscar o autoconhecimento do cliente. Não se trata de estar apenas antenado às tendências fashion, e sim, conhecer o próprio estilo e valores (conforto, usabilidade).

Camilla conta que o serviço, que dura em média dois meses, tem sido procurado por adultos e pessoas da Terceira idade. As etapas incluem uma conversa inicial sobre as expectaticas e estilo de vida do cliente, visitas à casa para conhecer o guarda-roupa (e saber como aproveitar as peças já existentes) e um projeto com um plano de imagem e estilo personalizado e orientado. Há também um dia de visita às lojas, que tem o objetivo de treinar o olhar do cliente para compras alinhadas com a sua identidade visual e as suas necessidades de compras (se houver).

Uma das etapas do trabalho: descobrir as cores que combinam com a cliente

“Nessa etapa, o cliente exercitará na prática como fazer as melhores escolhas para compras conscientes e assertivas”. Todas as etapas poderão ser ajustadas, conforme as demandas de cada pessoa. Por fim, há um encontro para fazer a criação de looks com as peças do guarda-roupa. “O cliente vestirá os looks sugeridos (20-30 opções) para fotografarmos. Esse é um dia intenso e com muito aprendizado. Muitas roupas são reaproveitadas ou mesmo customizadas, a partir do novo olhar da pessoa”.

A consultoria também promove palestras em empresas e escolas, com dicas de estilo e consumo voltado para o mundo corporativo. “Uma experiência bem interessante foi o encontro com um grupo de alunos do Cefet, que teve como tema ‘como se vestir para uma entrevista de emprego’. Os próprios professores reforçaram os conselhos”, relata Carla.

As irmãs Camilla e Carla Policarpo

Mas os principais veículos do Moda Consciente são as mídias sociais. Com perfis no Facebook e Instagram (e um site a caminho), as irmãs compartilham dicas próprias e de experiências com os clientes. Uma delas é o movimento de troca, no qual elas sugerem a criação de um grupo no Whatsapp ou no Facebook para promover as trocas daquilo que a pessoa não usa mais com os amigos ou postar no Instagram as peças que não usa com o hashtag #MovimentoTroqueTrocaMC.

Selecionamos algumas dicas aqui:

Mix de estampas: “Transmite segurança, originalidade e modernidade. A dica pra se começar a fazer o mix de estampas é repetir as cores das estampas, sendo uma mais forte e outra mais discreta. O importante é você se olhar no espelho e ver uma harmonia entre as estampas escolhidas e se sentir linda!”

Jeans: “Coisa boa é ter um bom jeans, de bom caimento e confortável! São peças que coordenam facilmente com todo o nosso guarda-roupa de tão versáteis que são. Além disso, são atemporais!”

Reciclagem: “Com seis embalagens de plástico de qualquer produto da @maccosmetics você pode trocar em qualquer loja da marca por um batom ou uma sombra da linha tradicional da MAC”.

Cores complementares e análogas: “As complementares transmitem uma imagem mais moderna e descolada, mas é bom ter cuidado pois podem achatar a silhueta. Já as análogas são ótimas para ocasiões formais, pois transmitem uma imagem mais clássica e elegante, e são mais fáceis, pois alongam a silhueta!”

Para solicitar os serviços do Moda Consciente, escreva para modaconscienteconsultoria@gmail.com

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Divulgado no TrendNotes por: Carolina Landi

Jornalista carioca com alma de artista e bailarina nas (poucas) horas vagas. Gosta do pop ao erudito, em todos os sentidos e artes. Acredita em empatia e sincronicidade. Curiosa, quer viver várias vidas nessa existência.

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